5 de Maio, Dia Mundial da Lingua Portuguesa

Dia_da_lingua_portuguesa_fundo_branco

Dia Mundial Língua Portuguesa

Queridos compatriotas e amigos de Portugal .

Hoje celebramos o Dia Mundial Língua Portuguesa.

Para tal, e ao longo do dia de hoje, vamos publicar na nossa página e respectivas plataformas sociais a ela adjudicadas, textos e vídeos que pretendem celebrar a língua portuguesa.

UNESCO ratifies May 5th as World Portuguese Language Day

Published: Monday, 25 November 2019 17:12

The United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (UNESCO) approved the celebration of the World Day of Portuguese Language on May 5th. The decision was ratified at the UNESCO General Conference on the 25th of November, 2019.

The choice of this day is aligned with the resolution of the Council of Ministers of the Community of Portuguese-Speaking Countries (CPLP) that in 2009 established the same day as the Day of the Portuguese Language and Culture.

The Proclamation of the World Portuguese Language Day aims to “highlight the important role that Portuguese language plays in the preservation and dissemination of human civilization and culture” and recognizes that the language is nowadays spoken by more than 265 million people.

A Biblioteca Portuguesa

No dia Mundial da Língua Portuguesa, a Associação Portuguesa na Dinamarca, tem a alegria de anunciar o nosso mais recente projecto:

A Biblioteca Portuguesa na Dinamarca.

A esposa do nosso compatriota Analidio Tavares Coelho, que infelizmente nos deixou recentemente, doou-nos o seu espólio de livros de autores portugueses que a ele lhe pertenciam.

Com esta preciosa oferta a Associação Portuguesa na Dinamarca pode dar início a um sonho antigo que é o de fazer circular na nossa comunidade e entre a os nossos amigos dinamarqueses, livros de autores portugueses em português.

Podem aceder ao espólio através da nossa página in Biblioteca Portuguesa na Dinamarca.

Queremos dar vida a estes livros e por isso estamos a criar uma plataforma que irá servir de suporte para dinamizar a biblioteca.

Visitem-nos

A minha pátria é a língua portuguesa

O poeta Fernando Pessoa escreveu um dia: «A minha pátria é a língua portuguesa». E para mais de 200 milhões de pessoas espalhadas pela Europa, África, América do Sul e Ásia essa pátria chama-se Língua Portuguesa. O português é, actualmente, a quinta língua mais falada do mundo e o idioma oficial de Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. É também utilizado em Macau, território sob a administração portuguesa até 1999, e em Goa. O português está, ainda, na base de cerca de vinte línguas crioulas e afirma-se como importante idioma minoritário em países como Andorra, Luxemburgo, Namíbia, Suíça e África do Sul, por obra das numerosas comunidades portuguesas ali radicadas.É esta universalidade da língua portuguesa que une portugueses, brasileiros, muitos africanos e alguns asiáticos, reconhecendo nela um património cultural comum. Apesar de não dispor de um território contínuo, mas de vastas regiões separadas e espalhadas por vários continentes, e o facto de não ser privativa de uma comunidade, mas ser sentida como sua, por igual, em comunidades distanciadas, manifesta uma grande diversidade interna, consoante as regiões e os grupos que a usam.

Uma língua de cultura como o Português, portadora de longa história, que serve de matéria-prima e é produto de diversas literaturas, instrumento de afirmação mundial de diversas sociedades, não se esgota na descrição do seu sistema linguístico: uma língua como esta vive na história, na sociedade e no mundo.

Tem uma existência que é motivada e condicionada pelos grandes movimentos humanos e, imediatamente, pela existência dos grupos que a falam.

Significa isto que o português falado em todo o mundo, entretanto harmonizado por um importante Acordo Ortográfico, continua a ser sentido como uma só língua, veículo de comunicação por excelência e, porventura, o mais poderoso dos laços que unem os povos que o utilizam.

In página da Presidência Portuguesa da União Europeia 2007

BREVE HISTÓRIA DA LÍNGUA PORTUGUESA

Como se chama esta língua, que nasceu no recanto onde surgiriam depois a Galiza e o condado portucalense, que foi levada pelos conquistadores para as terras dos árabes e que foi levada pelos navegadores para todos os cantos do mundo, onde se tornou língua oficial de estados (Brasil, Moçambique, Angola, ...), língua materna de milhões de pessoas e língua segunda de muitos milhões mais?

- O seu nome vem de Portugal.

Como muitas outras línguas da Europa, o português resultou da expansão e da fragmentação da língua falada no Império Romano: o latim vulgar.

Portugal atinge a sua identidade territorial no séc XIII e a sua plena identidade linguística no Sec XV

https://www.instituto-camoes.pt/

A língua portuguesa pertence ao grupo das línguas românicas, que por sua vez pertence á familia das linguas indo-europeias. O Português é uma língua neo-latina, com 8 % de palavras árabes e algumas germânicas.

Periodo pré-românico

No segundo milénio A.C., grandes bandos migratórios que falavam as línguas do grupo Indo-Europeu estabeleceram-se definitivamente na Europa Central. Um destes povos foram os Celtas.

Os celtas foram progressivamente ocupando mais de metade do continente Europeu entre o II e o I milénio AC até ao século III A.C. Os Celtas são conhecidos, segundo as zonas que ocuparam, por diferentes denominacões: celtibéros na Península Iberica, gauleses na Franca, bretões na Grã-Bretanha e gálatas no centro da Turquia.

Pode-se dizer que pouquíssimos traços dos idiomas falados pelos povos que habitaram a Península Ibèrica antes da ocupação romana persistem no português moderno.

A partir do século V, a invasão dos suevos, vândalos e visigodos, é , muitas palavras de origem Germânica, predominantemente visigótica, se instalaram no português quotidiano. São palavras tais como acha, arauto, agasalho, albergue, anca, aspa,barão, banco, brasa, dardo, esgarbo, elmo, estaca, espora, estribo, feudo, feltro, ganso,garbo, galardão, grupo, guerra, guia, lata, marco, ganso, saga, trégua, etc; nomes dos pontos cardeais são também de origem germânica; adjectivos como: branco, fresco, gris, liso, morno, rico, ufano contribuíram para o aumento do vocabulário português. Verbos como: ataviar, agasalhar, adular, bramar, brandir, britar, esgrimir, estampar, escarnecer, roubar, talar, etc são também de mencionar. São também germânicos os sufixos -engo, -engue, -ardo, -ardeque entram na derivação de realengo, bordalengo, solarengo, perrengue, covarde, felizardo entre outros. Importante de mencionar são também os nomes de origem germânica- Afonso, Álvaro, Adolfo, Arnulfo, Frederico, Ricardo, Rodrigo, Ramiro, etc.

Periodo Romanico

Com a invasão romana no século II A.C. e até ao século IX, a língua falada na região é o ROMANCE, uma variante do latim, que constitui um estágio intermediário entre o latim vulgar e as línguas latinas modernas, como o português, castelhano ou francês. A língua portuguesa como modalidade falada do Latim, desenvolveu-se nas actuais Portugal e Região da Galiza, ou Galícia.

Durante o período de 409 a 711 D.C, alguns povos de origem germânica instalam-se na Península Ibérica.

A Partir de 711, com a invasão e o domínio muçulmano da Península Ibérica, o árabe é adotado como língua oficial das regiões conquistadas. Contudo a repercussão do árabe na linguagem é limitada porque a população continua a falar o ROMANCE. O árabe não deixou vestígios linguísticos na sintaxe, mas sim no léxico. A sua contribuição vocabulário deixou entre

300 a 600 palavras no idioma da época, especialmente para designar produtos horticolas, tais como : açafrão, acelga, alface, alfarroba, alfazema, alfobre, albarrã, arroz, azeite, azeitona, cenoura, laranja, limão, cherivia, estragão, maçaroca, etc. Existem também muitas palavras relacionadas com o aproveitamento da água : alvanel, albufeira, alverca, almargem, almácega,

nora, chafariz, azenha, etc. Outras palavras têm a ver com o comércio, tais como: almoeda, armazém, almude, arroba, quilate, quintal, calibre, fardo, etc. De mencionar são também as palavras ligadas á ciência: álcol, algarismo, almanaque, alfarrábio, azimute, zero, zénite, elixir, xarope, etc.

No século IX, surgem os primeiros documentos latino-portugueses. Alguns termos portugueses aparecem nos textos em latim.

Período Galego-Português

Conforme os cristãos foram reconquistando os domínios territoriais, os árabes vão sendo “empurrados” para o sul da península, onde surgem os dialectos mocárabes, resultando do contacto do árabe com o latim. É nesse período em que os dialectos do norte que interagem com os dialectos moçárabes, que se começa o processo de diferenciação do português em relação ao Galego-Português. Contudo o português, mais propriamente o Galego-Português é essencialmente apenas escrito e falado na Lusitânia.

A separacão entre o galego e o português inicia-se com a independência de Portugal em 1185 e consolida-se com a expulsão dos mouros em 1249 e com a derrota dos castelhanos em 1385, que tentaram anexar o país. Na Galiza e Portugal consideram o Galego e o Português como línguas autónomas que partilham certas características.

No século XIV, surge a prosa literária em português com os primeiros textos da historiografiaescritos em português, nomeadamente a crónica geral de Espanha (1344) e o Livro de Linhagens de Dom Pedro, Conde de Barcelos.

As grandes navegações, a partir do século XV D.C., ampliaram os domínios de Portugal e levaram a língua portuguesa às novas terras : Açores, Madeira, Angola, Cabo-Verde, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Macau, Goa, Damão, Diu, Timor e Brasil.

Nos séculos XIV e XVI, com a dinâmica das descobertas e o simples contacto diplomático dos portugueses com outras culturas, a língua portuguesa teve grande difusão nas regiões da Ásia, África e América. Digno de mencionar é o contacto amigável (1543) e a relação comercial que os portugueses estabeleceram com os japoneses, resultando que palavras portuguesas entrassem no vocabulário japonês, tais como: “arigato” (obrigado), “pan” (pão), “Koppu” (copo), “kirisito” (Cristo) “tabako” (tabaco), “shabon” (sabão), “shurasuko” (churrasco), “shoro” (choro), etc. Contudo o português sofre influências locais, palavras tais como “biombo”, “catana” , de origem japonesa, jangada, de origem Malaia, e chá de origem chinesa são ainda presentes no português actual.

A época do Renascimento traz um aumento de italianismos e palavras eruditas de origem grega, tornando o português mais complexo e maleável. O fim de utilização o português arcaico consolidação da língua portuguesa é marcado pela publicação do Cancioneiro Geral de Garcia Resende em 1516.

Português Moderno

A língua portuguesa entra na sua fase moderna no século XVI, com o surgimento das primeiras

gramáticas que definem a sua morfologia e sintaxe. Os “Lusíadas” de Luís de Camões (impresso em 1572), o português tanto na estrutura da frase como na morfologia, é muito próximo do actual.

Doravante, a língua sofrerá mudanças menores: na fase em que Portugal foi governado pelo trono espanhol de 1580 a 1640), o português adopta palavras castelhanas, tais como bobo e granizo.

A influência francesa no século XVII, faz com que o Português falado na metrópole se afaste-se do falado nas colónias.

Nos séculos XIX e XX, surgem termos de origem greco-latina para designar os avancos tecnológicos da época tais como automóvel e televisão, e termos técnicos em inglês em ramos da ciência médica e informática. Palavras de origem germânica, tais como: encrenca, níquel, cobalto, chique, hamster e combi, entre muitas outras, entram no léxico português.

O volume de novos termos e estrangeirismos resultou na criação de uma comissão composta por representantes dos países de língua portuguesa em 1990, para uniformizar o vocabulário técnico e evitar o agravamento do fenómeno de introducão de termos diferentes para os mesmos objectos.

Se quiser saber mais sobre a bela língua portuguesa consulte os links abaixo:

Poesia

Vasco Graça Moura
Portugal, 1942 - 2014

Personagem polifacetada da vida cultural portuguesa (Foz do Douro, 3 de Janeiro de 1942 — Lisboa, 27 de Abril 2014). Poeta, romancista, ensaísta, tradutor.
Florbela Espanca
Portugal, 1894 - 1930

Florbela Espanca (Vila Viçosa, 8 de dezembro de 1894 — Matosinhos, 8 de dezembro de 1930), batizada como Flor Bela Lobo, e que opta por se autonomear Florbela d'Alma da Conceição Espanca, [foi uma poetisa portuguesa. A sua vida, de apenas 36 anos, foi plena, embora tumultuosa, inquieta e cheia de sofrimentos íntimos, que a autora soube transformar em poesia da mais alta qualidade, carregada de erotismo, feminilidade e panteísmo.
Fernando Pessoa
Portugal, 1888 – 1935

Nasceu em Lisboa. Entre 1895 e 1905, viveu na África do Sul. Escreveu quer sob os heterónimos Álvaro de Campos, Alberto Caeiro e Ricardo Reis, quer sob o semi-heterónimo Bernardo Soares. É considerado um dos maiores poetas portugueses de todos os tempos. Poeta e prosador. Apesar de muito conhecido, Pessoa continua ainda por conhecer. É, decerto, o mais complexo e diversificado dos escritores portugueses.
Olavo Bilac
Brasil, 1865 - 1918

O Ensino da Língua Portuguesa

Carmina Cordeiro, 46 anos, licenciada pela Universidade Nova de Lisboa é professora em Copenhaga onde reside desde 2009.

É professora de Português Língua Estrangeira (PLE) no FOF e professora de português língua materna (PLM/PLH) na escola Modersmålsskolen onde ensina português a crianças luso-descendentes. Além disso é professora efectiva de francês na Tove Ditlevsens skole desde 2018